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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

NOTÍCIAS DE FAMÍLIA



Através da página www.donorione.org e de outros meios informáticos procuramos comunicar ordinariamente notícias e fatos de família. Recordo alguns eventos importantes e significativos.

No dia 8 de setembro, em Santo Alberto de Butrio presidi a celebração do rito de vestição do novo eremita Frei Evaristo Rolòn, argentino e já professo. E aproveito para dizer que este raminho da “planta” da Divina Providência - raminho exíguo mas significativo dos Eremitas - dá sinais de vitalidade: existe alguma vocação em caminho e no dia 17 de janeiro próximo, no Eremitério de Valença no Brasil, teremos um novo Frei Ave Maria (vidente) com a profissão do noviço Francisco das Chagas Alves Ramos.

Escrevi que em Zarqa (Jordânia) o deserto floresceu. E é verdade. Não somente pela Profissão perpétua do clérigo Hani. Depois de 25 anos de presença da Congregação na Jordânia, tive a possibilidade de ver o nosso Santuário da Rainha da Paz cheio de gente, sobretudo crianças, rapazes jovens. Encontrei uma numerosa comunidade cristã, alegre por participar, viva nas expressões. Aqui, era deserto também físico, quando chegaram os dois primeiros confrades, a casa era a última na periferia do grande deserto jordano. No início tinham somente a companhia de Jesus, a Missa e o tabernáculo. Depois, pouco a pouco cresceu o oásis da caridade, o Centro profissional, a Casa de acolhida, o Santuário. E o deserto floresceu.

Continuam as reuniões na Cúria e nas Províncias com regularidade, de todos os tipos. Recordo de modo particular, a da Coordenação central do Movimento Laical Orionita, em Roma, 8-11 de outubro de 2009, com os responsáveis das Coordenações das diversas nações, sob a presidência de Miguel Esser. O fruto mais importante foi a aprovação do Estatuto depois dos últimos retoques em vista do reconhecimento canônico. Durante o itinerário nos passos de Dom Orione em Roma, guiado por Ir. Jorge Silanes, os participantes reviveram eventos e ideais da vida de Dom Orione em alguns lugares famosos de Roma.

A manhã de 13 de outubro iniciou-se com uma notícia que rapidamente chegou em todos os órgãos de comunicação: caiu por terra a imagem da Madonnina do Centro Dom Orione de Monte Mário. A grande estátua de 9 metros, de bronze, dourada, despencou do seu pedestal de 19 metros, depois de um forte temporal com rajadas de vento violento. A imagem de Nossa Senhora foi colocada na colina de Monte Mário em 1953, logo depois de um voto popular da cidade de Roma (1.100.000 assinaturas) em 1944 durante a II guerra mundial. Tornou-se imediatamente familiar e querida aos Romanos que começaram a denominá-la "la Madonnina" não obstante a sua imponência. O evento, vivido quase como um luto, teve um êxito positivo na reação de afeto e de devoção de autoridades civis e eclesiásticas (também da parte do Papa e do Cardeal Vigário) e do povo da Capital que desejam rever o quanto antes a Madonnina com o seu gesto de benção no alto da colina.

Em outubro fiz uma Visita ao Brasil juntamente com Pe. Tarcisio Vieira. Eram muitos os eventos programados: encontros com os Conselhos provinciais, visita ao Teológico de Cotia, festa de Família orionita ao Santuário de Aparecida, participação na Assembléia do Instituto Secular Orionita em Valença (Anna Rita Orrù é a nova responsável geral), Belo Horizonte, Brasília, Goiânia. Sem dúvida as duas recordações mais marcantes no coração foram as duas últimas aberturas da Congregação no Brasil.
Em Itapoã, um aglomerado de 90.000 habitantes, acampados na periferia de Brasília em busca de futuro, foi iniciada uma nova paróquia há quatro anos. Visitando Itapoã foi impossível não recordar as palavras de Pio X a Dom Orione: “Mando você para a Patagônia… aqui em Roma, fora da porta San Giovanni: ali tudo deve ser feito”. Assim é Itapoã. É uma Patagônia às portas da moderna capital Brasília: ali tudo deve ser feito, estruturas civis e religiosas, começando pela igreja, e sobretudo é preciso fazer com que deixem de ser uma massa e formem um povo.
No dia 27 de outubro cheguei em Buritis, na Amazônia, situada a 3.300 quilômetros de São Paulo, apenas a 200 da fronteira com a Bolívia. É um outro mundo, uma terra de missão mesmo no interior do imenso Brasil. A Congregação assumiu uma nova missão em fevereiro de 2004 na cidade de Buritis e com tantas outras pequenas comunidades cristãs espalhadas por um vasto território, as mais distantes estão a 80/100 quilômetros da Igreja mãe. Não esquecerei jamais a comoção de Eniel, ancião, analfabeto e sábio responsável cristão: “Aqui éramos 12 cristãos e nos reuníamos numa igrejinha de madeira. Agora parece quase um sonho ver esta igreja grande e tanta gente freqüentando”.
O quinto núcleo temático do nosso próximo Capítulo geral fala de “partir novamente da Patagônia” (lugares pobres), de “partir novamente do pátio” (com os jovens), de “partir novamente com o saco” (de modo pobre). Pois bem, em Buritis e em Itapoã encontrei todas as três. Enquanto existirem estes desejos de partir de novo, a Congregação está bem e pode se esperar bem para o futuro. E Dom Orione aplaudirá do Paraíso.

Nos dias 12-14 de novembro participei da reunião plenária do Pontifício Conselho COR UNUM que reuniu eclesiásticos e leigos representantes das principais organizações católicas envolvidas no campo da caridade e da solidariedade. O tema da Plenária foi “Percursos formativos para os Operadores da Caridade”. O objetivo foi individuar modos e orientações com as quais realizar a indispensável “formação do coração” dos Operadores da caridade (Deus Caritas est 31). De fato, o secularismo da caridade, reduzido a solidariedade filantrópica, deve ser temido não menos do secularismo da fé, reduzida a ideologia de valores. Sempre tocante é o encontro com o Papa Bento XVI; ele nos recebeu e nos dirigiu algumas palavras. Tive a possibilidade de cumprimentar pessoalmente o Papa que se recordou da colaboração na Congregação para a Doutrina da Fé e depois me perguntou duas vezes: "E como estão os Orionitas? Como estão os orionitas?". Respondi: "Bem, Santidade, estão próximos do Sr. com a devoção e a oração".

Um outro evento que foi comentado em todo o mundo orionita, e não somente, foi o do dia 14 de novembro, com a nomeação do nosso Pe. Giovanni D'Ercole como Bispo Auxiliar de L'Aquila. A Família Orionita alegrou-se pela nomeação e a confiança que o Santo Padre depositou nele. Foi natural pensar que esta nomeação é em continuação com a ajuda de Dom Orione e da Congregação aos que sofreram o terremoto em Reggio e Messina (1908), Marsica (1915) e, nos tempos recentes, em Belice (1968), em Irpinia (1980). Ao anúncio seguiu-se a ordenação episcopal na Basílica de São Pedro no dia 12 de dezembro. Estavam presentes os bispos orionitas Andrea Gemma e Adolfo Uriona; depois a primeira Missa solene em nossa paróquia de Ognissanti (13 de dezembro) e finalmente o ingresso oficial na diocese de L’Aquila (20 de dezembro).
Falando de Bispos, Dom Enemésio Lazzaris continua com tanto zelo e dedicação em sua pobre diocese de Balsas no Brasil; Dom Aloísio Hilário de Pinho concluiu o seu serviço em Jataí: completados 75 anos, o Papa aceitou a sua renúncia; também Dom Miguel Mykycej completou os 75 anos, mas por enquanto continua o seu serviço na Eparquia argentina dos Ucranianos.

Como alguns desejaram, podem ser adquiridas cópias da estátua "vaticana" de Dom Orione, abençoada pelo Papa Bento XVI no dia 25 de junho de 2008. São de duas medidas: de m. 1,00 e de m.2,80; a primeira mais apta para capelas e ambiente interno, a segunda para igrejas, praças e monumentos externos. Estão disponíveis em vetroresina (cores mármore, bronze, cobre, argila) e em bronze. Os pedidos são feitos através da Cúria. As primeiras duas cópias foram destinadas para Cassano Ionio (22 de novembro), no centenário da abertura do orfanato de Dom Orione, e a Anzio.
A União dos Superiores Gerais (USG) realizou a sua assembléia geral semestral de 25 a 27 de novembro, na Universidade Salesianum de Roma. O tema de estudo e de debates foi "Justiça e culturas: percursos de futuro para a vida consagrada", a partir dos conteúdos do recente Sínodo para a África e da experiência da vida consagrada no continente africano. Foi enriquecedora. O Presidente da USG foi reconfirmado, Pe. Pascual Chavez Villanueva, reitor maior dos Salesianos.
O encontro anual dos dois Conselhos gerais PODP-PIMC e depois com os representantes do ISO e do MLO quase não é mais uma notícia porque tornou-se já um evento rotineiro, mas sempre importante. Ocorreu nos dias 28-29 de novembro: informação, programação, reflexão sobre alguns temas específicos da atividade das Congregações, ISO e MLO. Foi aprovado com muita satisfação o Estatuto do MLO que logo será apresentado ao Pontifício Conselho dos Leigos para o reconhecimento canônico. No decorrer da reunião Pe. Giuseppe Vallauri informou que a causa da Serva de Deus Ir. Maria Plautilla passou pelo exame da Consulta dos Teólogos e por isso poderá ser declarada “Venerável”; o exame da causa dos dois Mártires orionitas espanhóis está programada pra o início deste ano de 2010.
No início de dezembro estive em Burkina Faso e Costa do Marfim para visitar a Vice-Provincia Notre Dame d’Afrique. Encontrei os filósofos de Ouagadougou, uns 36, e 13 destes entrara no Postulantado. Juntamente com P. Mathieu Zongo estive em Tampellin, na diocese de Koupela, para conhecer uma obra que a associação italiana “Projeto Família” pretende doar-nos para realizar um ambulatório médico e um centro pastoral. Tampellin se encontra na metade da estrada entre a nossa comunidade de Ouagadoudou e a de Bogou-Bombouaka (Togo), numa zona rural muito pobre e abandonada, sem qualquer iniciativa pública. 49% dos habitantes tem menos de 15 anos.


Transferi-me depois para Costa do Marfim, depois dos belíssimos dias passados com os clérigos do novo instituto de Anyama, nos dias 6 e 7 de dezembro, grande festa para a inauguração do novo Santuário de Nossa Senhora da Guarda na colina de Bonoua. Teve também a ordenação de três novos diáconos orionitas: André Fidèle Tano, Constant Dabiré e Pascal Monsso. “O futuro é negro” disse com simpatia Pe. Riccardo Zagaria, missionário na África. Os 15 clérigos do Instituto de teologia, os 15 clérigos do tirocínio, os 11 noviços e os 36 seminaristas de filosofia dão razão ao que disse. Que bonita esperança para a África orionita! Pude participar também da Assembléia capitular da Vice-Província (8-10 dezembro) e ofereci a eles algumas reflexões depois enviadas a todos os Confrades do continente negro como Carta circular “Africa orionita em caminho à luz do Sínodo para a África”.

A conclusão do ano, no dia 20 de dezembro, reservou-nos ainda a comovente ordenação diaconal de Hani Al Jamiil, nascido em Mosul (Karakosh), a antiga Ninive, no Iraque. Celebrou em rito siríaco o tio bispo, Dom Mikahel Al Jamiil, com partes do rito em aramaico, a língua de Hani e do seu povo, a língua que falava também Jesus.

Depois dos votos de Bom Natal e feliz Ano novo 2010, o último evento foi o Ano Novo alternativo que reuniu em Roma 150 jovens provenientes de diversos lugares da Itália e não somente. Reflexões, visitas em Roma, orações, alegria e depois todos para a Praça São Pedro para saudar debaixo da janela do Papa a chegada do novo ano. A chuva caiu durante a noite, mas de manha a recitação do Angelus com o Papa e a menção do encontro recompensou tanta devoção.


Sac. Flavio Peloso

Um comentário:

  1. QUE DEUS CONTINUE A FORTALECER O TRABALHO ORIONINO ESPALHADO PELO BRASIL E PELO MUNDO.
    UM GRANDE ABRAÇO A TODOS.

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